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  • Iza Valadão

Os desafios do setor da construção civil


Os desafios para o setor da construção civil consistem na busca de soluções que potencializam o uso de energias renováveis, redução e otimização do consumo de materiais e preservação do ambiente natural, resultando na melhoria da qualidade de vida dos usuários.


As tendências atuais em relação a construção sustentável caminham em duas direções. De um lado, centros de pesquisa em tecnologias alternativas pregam o resgate de materiais e tecnologias vernáculas com o uso da terra crua, da palha, da pedra, do bambu, entre outros materiais naturais e pouco processados. De outro lado, empresários apostam em "empreendimentos verdes", com as certificações.


Uma edificação sustentável começa antes mesmo da sua construção, ainda na etapa da escolha do local, quando é considerado o entorno e dinâmica da região juntamente com o clima, movimento solar, regime de chuvas e direção dos ventos que definem o posicionamento ideal de ambientes e aberturas para garantir seu conforto térmico.


Também conta a escolha de materiais menos agressivos, duráveis, procedência adequada e com o mínimo de impacto para sua obtenção. A utilização de materiais disponíveis no local, pouco processados, não tóxicos, potencialmente recicláveis, culturalmente aceitos, propícios para a autoconstrução e para a construção em regime de mutirões, com conteúdo reciclado.


Além disso, deve-se evitar sempre o uso de materiais químicos prejudiciais à saúde humana ou ao meio ambiente, como amianto, CFC, HCFC, formaldeído, policloreto de vinila (PVC), tratamento de madeira com CCA, entre outros. Quanto aos resíduos da construção civil, deve-se atentar para a sua redução e disposição adequada, promovendo-se a reciclagem e reuso dos materiais.


É importante realizar o estudo do impacto ambiental da construção e o planejamento da gestão dos resíduos gerados, indicando a melhor forma de utilização desse material ou destinação correta desses entulhos.


O recomendável é que a construção seja planejada para aproveitar ao máximo os recursos naturais disponíveis na região, como por exemplo, a ventilação e luminosidade natural, que promovem a redução do uso de ar-condicionado e ventiladores e consequentemente o consumo de energia, que pode ainda ser obtida de forma alternativa.


Recomenda-se o uso do coletor solar térmico para aquecimento de água, de energia eólica para bombeamento de água e de energia solar fotovoltaica, com possibilidade de se injetar o excedente na rede pública. Peitoril Ventilado é outra ótima solução quando se deseja duas funções distintas: iluminação natural e ventilação. Pois permite uma ventilação enquanto as janelas estão fechadas. Há ainda a possibilidade de utilizar a

ventilação cruzada que renova o ar por todo o volume e ainda sair por aberturas opostas.


Sobre águas e esgoto, é interessante prever: a coleta e utilização de águas pluviais, utilização de dispositivos economizadores de água, reuso de águas, tratamento adequado de esgoto no local e, quando possível, o uso de banheiro seco.

O uso consciente da água deve ser incentivado, tanto na construção como

depois da obra.


A melhor maneira de economizar água é evitar os desperdícios causados pelo mau uso ou por maus hábitos, bem como os vazamentos, que são meios de perdas involuntários que causam desperdícios. Armazenar a água utilizada em alguns processos pode ser uma boa saída para reutilização em fins não potáveis, assim como o reuso das águas cinzas, utilização de dispositivos economizadores de água, como arejadores nas torneiras de pias e bacias acopladas de vasos sanitários.


Estocar água da chuva para uso posterior é uma alternativa bastante viável, mas deve ser realizada com responsabilidade, pois o uso potável não é aconselhado. No entanto a água de reaproveitamento pode contribuir para minimizar o escoamento do alto volume de água nas redes pluviais durante as chuvas fortes; irrigação de jardins e lavagem de pisos externos; lavagem de carros, máquinas e descargas de vaso sanitário; reserva de incêndio; ar condicionado central ou sistemas de resfriamento. Tratar adequadamente o esgoto é importante para garantir a sustentabilidade também.


A respeito do tratamento das áreas externas, recomenda-se a valorização dos elementos naturais no tratamento paisagístico e o uso de espécies nativas que garantem um espaço arborizado, fresco, bonito e agradável. A plantação de árvores é um grande aliado no conforto térmico e há diversas maneiras de ter áreas verdes em casa, tendo ou não muito espaço. A utilização do jardim vertical vem ganhando forças por garantir a comodidade de ter plantas em casa utilizando um espaço pequeno. Assim como o telhado verde, ótima forma de amenizar a temperatura interna do ambiente. Isso acontece porque as plantas refletem mais raios solares que as telhas comuns e evitam as trocas de calor.


Para a complementação da sustentabilidade na construção é importante

realizar a coleta seletiva, reservando um local específico para acondicionar os resíduos recicláveis. A reciclagem é um ótimo meio de reaproveitar as coisas, nem tudo que não serve é lixo. O conceito da reciclagem visa à reutilização de coisas que ainda podem servir. A coleta seletiva facilita na reciclagem, pois setoriza os materiais (Metal, papel, vidro, plástico e orgânico).


Uma dica muito útil é fazer a compostagem com os resíduos orgânicos e restos de poda. Esses cuidados podem ser adotados durante a obra e depois, quando a construção já estiver em uso.


Todos nós somos responsáveis pela preservação do meio ambiente e as construções sustentáveis são a maior prova que estamos evoluindo. Além de ampliar nossos conhecimentos tecnológicos, estamos abrindo nossas mentes e percebendo a grande importância da natureza para todos.


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