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  • Iza Valadão

O Tijolo que faltava

Atualizado: 31 de Out de 2018


O tijolo ecológico não é um produto novo, trata-se de uma evolução do tijolo de

adobe. Derivada da palavra árabe “thobe”, que significa barro, o adobe data de mais de

5 mil anos. As Muralhas da China, um dos mais antigos monumentos arquitetônicos do

mundo, são de terra. Assim como as muralhas, existem no mundo inteiro edificações

milenares que continuam de pé.


A terra é uma das matérias-primas mais antigas e abundantes do mundo. Embora

a grande maioria das edificações feitas com terra encontra-se em regiões africanas de

extrema pobreza, é um erro associar este tipo de construção à escassez de recursos, visto que o mesmo sistema construtivo é encontrado em bairros nobres franceses, alemães, na Universidade de Harvard, e também no Brasil em cidades históricas mineiras.





Atualmente o material mais utilizado nas edificações brasileiras tem sido o tijolo

cerâmico. Sabendo do impacto que a produção deste causa, desde a extração de sua

matéria prima (argila) até seu processo de cura através da queima e sendo a construção

civil a atividade econômica que mais gera resíduo, faz-se necessário e urgente a busca e

investimento em alternativas mais sustentáveis.

É aí que entra nosso protagonista ¨o tijolo ecológico¨. Sua evolução se deu

graças à tecnologia que permitiu agregar novos elementos à terra crua, o que garantiu

uma padronização, tanto em dimensões quanto em qualidade, e produção em grande

escala. Ele ganhou novo formato, com dutos nos quais, toda estrutura, instalações

hidráulicas e elétricas, são embutidas nas paredes sem geração de resíduos. E seu fino

acabamento tem ganhado cada vez mais espaço no mercado.






Sua versatilidade abriu caminhos para inúmeros estudos, dentre eles a

reutilização de resíduos oriundos de diversas atividades econômicas no processo de

fabricação dos tijolos, projetos de habitação social em sistema de mutirão onde os

futuros moradores podem produzir os tijolos e construírem as edificações.

Parcerias entre instituições de ensino e unidades produtoras do tijolo, associadas

à ANITECO (Associação Nacional das Indústrias do Tijolo Ecológico), têm se dedicado

no desenvolvimento de técnicas de produção e construtivas. Pois se acredita que o

produto tem potencial para atender com economia, segurança e beleza, desde habitações sociais até projetos arquitetônicos mais sofisticados e contemporâneos.

Renata Binhardi.



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