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  • Iza Valadão

IMPERMEABILIZAÇÃO – rígida e flexível – sabe qual é a melhor opção para sua obra?


A vida útil de uma construção é diretamente influenciada pela presença dos sistemas de impermeabilização, que protegem as estruturas contra a ação nociva da água. Pois a maioria dos materiais e técnicas empregados nas construções não consegue garantir a impermeabilidade total, ficando as estruturas e demais elementos suscetíveis à umidade e infiltração.


Os impermeabilizantes formam uma barreira física que impede a propagação da umidade e evita infiltrações, prevenindo o aparecimento de manchas de bolor, desplacamento de azulejos, goteiras e até corrosão de armaduras. Eles são usados em praticamente todas as partes da construção, como fundações, subsolos, áreas molháveis, lajes, piscinas, reservatórios e paredes de contenção.


Eles são uma etapa muito importante na construção, que na maioria das vezes é negligenciada. No entanto, os custos de reparo podem chegar até quinze vezes o valor da obra executada inicialmente. Dependendo da superfície ou elemento a ser protegido, são usados tipos diferentes de sistemas, em função da sua resistência a movimentações da estrutura. Nesse sentido, eles são classificados como rígidos e flexíveis.


Impermeabilização rígida: deixa a área impermeável pela incorporação de aditivos químicos e agregados na argamassa ou no concreto. Sua eficácia depende da integridade do sistema, já que não funcionam em conjunto com os elementos estruturais e não resistem a grandes movimentações e por isso não podem ser aplicados em superfícies sujeitas a grandes variações de temperatura, já que até pequenas fissuras podem servir de caminho para infiltrações e eflorescências.


Como esses produtos não resistem a movimentações intensas, seu emprego se dá principalmente em elementos enterrados, mais estáveis, como proteção contra a umidade proveniente do solo. Ou ainda em áreas submersas, que são locais não sujeitos à fissuras, como por exemplo: SUBSOLOS, PISCINAS ENTERRADAS E GALERIAS, já que estão sobre a ação de condições de temperaturas constantes. Cada produto tem seus próprios métodos de preparo e aplicação indicados pelo fabricante, assim como suas especificações sobre o consumo, tempo de secagem e necessidade ou não de proteção mecânica.


Impermeabilização flexível: acompanha melhor as contrações e dilatações térmicas já que trabalham como uma membrana de proteção, evitando assim a infiltração de água. É realizada pelo conjunto de produtos (compostos de elastômeros e polímeros) aplicados nas partes construtivas sujeitas à variação de temperatura, como por exemplo: VARANDAS, COBERTURAS, TERRAÇOS, PISCINAS SUSPENSAS, PISOS FRIOS E LAJES.


Podem ser moldado no local, caso das membranas que variam em relação à flexibilidade, à resistência aos raios solares e aos procedimentos de aplicação. Ou pré-fabricado, caso das mantas que em função do acabamento, variam segundo o tipo de aplicação (maçarico ou asfalto quente) e a exposição ao sol e à chuva. A impermeabilização moldada in loco é obtida pela aplicação, a frio ou a quente, de sucessivas demãos de um impermeabilizante líquido na superfície a ser tratada, que forma, depois de seco, uma membrana flexível e sem emendas. Os produtos desse sistema variam em relação à flexibilidade, à resistência aos raios solares e aos procedimentos de aplicação, entre outros aspectos. Os sistemas mais usados são Manta asfáltica e Emulsão acrílica.


A) Manta asfáltica: é talvez o mais famoso sistema de impermeabilização do país. Ela é feita com material asfáltico modificado, armado com materiais diversos (filme polietileno, borracha, poliéster e fibras de vidro). É pré-fabricada, vendida em rolos e aplicada durante a obra, sendo moldada à quente (solda), já que não podem ficar expostas e necessitam de contrapiso ou revestimento para proteção contra choques mecânicos e abrasão em geral. Indicada para lajes, piscinas, calhas, reservatórios e áreas frias em geral.


B) Emulsão acrílica: É uma membrana líquida formada por uma emulsão de polímeros acrílicos termoplásticos e é aplicada com o auxílio de rolos (aqueles usados para aplicar tintas), em diferentes demãos intercaladas com um estruturante (fibra de poliéster). Indicada para áreas de difícil acesso, onde a superfície ficará exposta e sujeita as intempéries, como lajes, coberturas, paredes e marquises. Mas como é pouco resistente à abrasão, é contra indicada para áreas com tráfego de pessoas ou veículos. As superfícies precisam ter inclinação mínima (quase imperceptível) para garantir a drenagem da água, pois quando há uma lâmina de água sobre uma superfície de emulsão acrílica podem ocorrer reações que comprometam a impermeabilidade do sistema.





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